23 abr 2015
Abril 23, 2015

A memória olfativa

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Por Rodrigo Wolff Apolloni

É impressionante como certos cheiros evocam memórias. Doce de banana, por exemplo, é um clássico – quando minha avó fazia, lá pelos idos de 70 e poucos, um Ahú inteiro de madeira recendia a paraíso. Trinta anos depois, é impossível descrever ou sequer recordar o gosto daquela “chimia” única em meio ao cotidiano sensorial da metrópole. Uma simples fração, um solitário mol de bananada perdido na atmosfera, porém, é suficiente para fazer retornar o rosário de broas vazando de tanto doce. Nariz, máquina do tempo.

Há alguns anos, quando inventei de fazer uma viagem à Índia, minha irmã mais velha, especialista na temática viageira, deu a dica de selecionar um aroma bem bacana – perfume, incenso, pote de bananada – e levá-lo na bagagem. Fui ao mercado e comprei meia dúzia de sabonetes verdes quase estupefacientes de tão olorosos e enfiei na mochila. No mínimo, os indianos teriam uma memória de minha pessoa se, um dia no futuro, um gajo cheiroso do mesmo produto aportasse por lá.

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